Brasil testa nova estratégia para melhorar imagem nos EUA

08/04/2015 14:32

  Enquanto Brasil e Estados Unidos se reaproximam após o escândalo de espionagem que fez a presidente Dilma Rousseff cancelar sua visita a Washington em 2013, a embaixada brasileira na capital americana testa uma nova estratégia para promover o país nos círculos de decisão do país.

A iniciativa segue os passos de outros países e busca colocar o Brasil na agenda dos principais think tanks de Washington, em um momento em que a Operação Lava Jato respinga nos Estados Unidos (a Petrobras é ré na Justiça americana em ação movida por acionistas que se dizem prejudicados pela má gestão na empresa).

Think tanks – depósitos de pensamento, em tradução literal – são centros de pesquisa e debate que buscam influenciar políticas públicas em áreas como economia, diplomacia e segurança. Donas de orçamentos polpudos, as maiores dessas organizações costumam ser convidadas a opinar em audiências no Congresso e, com frequência, fornecem funcionários para o Executivo e Legislativo do país. Muitas são dirigidas por ex-congressistas ou autoridades que deixaram o governo federal.

Os planos começaram a sair do papel no fim de 2013, quando a embaixada estava sob o comando do atual chanceler, Mauro Vieira, e ganharam impulso com uma parceria fechada em 2014 entre um dos principais think tanks americanos, o Center for Strategic & International Studies (CSIS), e a Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).

Pelo acordo, a Apex – braço do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – se comprometeu a doar duas parcelas anuais de US$ 150 mil (R$ 470 mil) ao CSIS, que em troca criou uma Iniciativa Brasil para publicar artigos e organizar eventos sobre o país.

“Há tempos percebíamos que o Brasil estava sub-representado nos think tanks, mas até então jamais tinha ocorrido um esforço sistemático para mudar esse quadro”, diz Benoni Belli, ministro-conselheiro da embaixada.

Belli afirma que o objetivo da iniciativa é superar “visões superficiais” sobre o Brasil nessas organizações. É comum, diz ele, que ao tratar do Brasil elas reproduzam análises sobre os demais países da América Latina sem considerar as peculiaridades nacionais.

“Não se trata de obter um alinhamento automático dos think tanks nem de impedir que nos critiquem, mas de sofisticarmos o debate e adicionarmos outras visões que nos interessam”, ele afirma.

“Queremos que os formuladores de políticas saibam que somos uma democracia sólida com uma economia vibrante e diversificada, um país que apresenta várias áreas oportunidades aos Estados Unidos.”

Fonte: BBC Brasil

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