Doze anos do Programa Educação Integral são debatidos em audiência pública, na Alepe

27/06/2015 01:19

Durante encontro, realizado nesta sexta-feira (19), foram apresentados problemas e soluções para o programa que engloba as escolas de referência e técnicas.


A Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa de Pernambuco promoveu nesta sexta-feira (19), no auditório do prédio anexo da Alepe, uma audiência pública para debater os doze anos do Programa de Educação Integral. O encontro contou com a participação de várias entidades educacionais, como Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco, Associação de pais e mães de alunos de escolas públicas de Pernambuco, União dos Estudantes de Pernambuco, União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco, além do secretário Executivo de Educação Profissional de Pernambuco, Paulo Dutra.

A mesa foi comanda pela deputada estadual e presidente da Comissão de Educação e Cultura da Alepe, Teresa Leitão. A parlamentar apresentou dados que chamam atenção sobre a evolução do Programa de Educação Integral. Iniciado em 2003, com a inauguração do Ginásio Pernambuco, localizado na Rua da Aurora, no recife, o programa conta hoje com 300 escolas, entre integrais, semi-integrais e técnicas. Porém, este crescimento não acompanhou da qualidade de ensino. 

A opinião da deputada foi ressaltada pelo presidente da Associação de pais e mães de alunos de escolas públicas de Pernambuco, Manoel Santos. “Neste tempo todo, o governo se preocupou com a quantidade de escolas integrais e não com a qualidade. Isso é uma política de estado, deveria ser cumprida como prevê a lei complementar”, ressaltou Manoel.

Falta merenda, estrutura e equipamentos. Para a representante da UESPE esta é a realidade vivenciada por 140 mil estudantes matriculados nessas unidades de ensino. “Eu acho que a escola de referência deveria ser de referência, mas não é. O nome é muito é forte, mas não reflete essa realidade. A gente tem escolas como a Aníbal Fernandes e a Escola Técnica Professor Agamemnon Magalhães, que possuem problemas na merenda. Na Escola Aníbal Fernandes, os alunos fizeram greve de fome, já na Etepam, os estudantes encontraram bicho na comida. Isso é inadmissível”.

O representante do Governo do Estado, o secretário Executivo de Educação Profissional de Pernambuco, Paulo Dutra, esclareceu que mesmo após 12 anos, o programa ainda enfrenta problemas por conta da estrutura das escolas, mas que o poder executivo tenta sanar essa questão. Além disso, o secretário adiantou que até o próximo ano, o número dessas escolas deve ser ampliado, passando de 300 para 340, com a inauguração de mais 40 escolas técnicas.

Contratos temporários – Durante a audiência, a deputada Teresa Leitão ainda apresentou um dado alarmante sobre os contratos temporários na rede. Entre 2007 e 2015, o número passou de 4 mil para 18 mil temporários. Desses, 1,5 mil fazem parte do quadro das Escolas de Referência. 

Por Victor Simão-  Da Redação do SINTEPE

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