Dilma enfrenta futuro incerto, com poucas chances de melhorar cenário, dizem analistas

01/07/2015 21:45


Presidente Dilma Rousseff durante entrevista coletiva na sede do Google, em Mountain View, nos Estados Unidos. 01/07/2015 REUTERS/Stephen Lam

Com três anos e meio de mandato pela frente, uma debilidade econômica que não dá sinais de arrefecimento e com os patamares mais baixos em décadas de aprovação, a presidente Dilma Rousseff tem um futuro incerto, cuja saída seria a criação de uma agenda positiva, que parece improvável na avaliação de analistas.

O cenário nebuloso tem trazido de volta à baila a improvável, porém não desprezível, possibilidade de uma interrupção do governo da petista, segundo analistas.

"Pode um governo tão fraco, com a popularidade tão baixa, tão atrapalhado, se sustentar por mais três anos e meio?", indagou o analista da MCM Consultores Associados Ricardo Ribeiro.

"Acho que estamos em um momento em que voltou a ficar discutível quanto tempo vai durar o governo Dilma. Não acho que impeachment seja o mais provável, mas voltou a ganhar força essa questão."

O governo Dilma está a dias de ter suas contas julgadas no Tribunal de Contas da União (TCU) por supostas irregularidades fiscais, o que pode gerar um processo de impeachment por crime de responsabilidade contra a presidente, e segue sujeito a chuvas e trovoadas em meio aos desdobramentos da operação Lava Jato, que investiga um esquema bilionário de corrupção na Petrobras.

Todo este cenário tem levado aos patamares mais baixos de popularidade de um presidente da República em décadas, como mostrou pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira, que apontou ainda pessimismo com o restante do mandato de Dilma. Um dos fatores principais para a baixa aprovação, a economia.

Na avaliação dos analistas ouvidos pela Reuters, a saída para o cenário atual passa necessariamente pela criação de uma agenda positiva por parte do governo, que precisa incluir uma retomada da economia, o que parece pouco provável no curto prazo.

"Ela (Dilma) tem que criar uma agenda positiva. O problema é que ela não consegue. Ela não tem habilidade para isso. A conjuntura só se agravou, as más notícias só aumentaram", disse o cientista político do Insper Carlos Melo.

Máteria completa em: br.reuters.com/article/topNews/idBRKCN0PB6BM20150701

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