Cientistas constroem tecido cardíaco com proteína das teias de aranha

12/04/2015 16:50

Um estudo publicado na revista Plos One revela que fibras geneticamente construídas por espidroína, a proteína que forma a teia das aranhas, pode reproduzir o tecido do coração humano.

Essas fibras já se mostraram úteis para reproduzir tendões e cartilagens, e são cinco vezes mais fortes do que o aço, além de duas vezes mais elásticas do que o nylon. 

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia e Física de Moscou decidiram experimentar se a espidroína desenvolvida em laboratório por meio de células geneticamente modificada pode ser usada para criar os cardiomiócitos, as células que formam o tecido do coração.

No experimento, os pesquisadores plantaram a matriz de uma fibra de espidroína no tecido do coração de ratos recém-nascidos. Em cinco dias, uma camada de células cardíacas havia sido formada.

Novos testes mostraram que o tecido conseguiu contrair e conduzir, simultaneamente, impulsos elétricos, assim como tecido normal do coração faria.

No futuro, seria possível criar um coração artificial inteiramente construído com essa proteína geneticamente modificada, uma esperança para pessoas com doenças no coração que aguardam durante anos por um transplante.

Ainda deve demorar alguns anos para que corações inteiros sejam feitos com esse tecido artificial. Mas o desafio inicial, de achar um material atóxico que não impeça a reprodução das células ou seja rejeitado pelo corpo, já foi atingido.

FONTE: INFO

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