Mundo

06/09/2015 00:22

Navio de guerra brasileiro resgata 220 imigrantes no Mediterrâneo

Imigrantes resgatados no porto de Catania, na Itália, em 26 de agosto (Foto: Dario Azarro/AFP/Getty)

A Marinha brasileira afirmou ter resgatado 220 imigrantes no Mar Mediterrâneo. O salvamento foi feito por uma corveta que integra a Força-Tarefa Marítima das Nações Unidas no Líbano (Unifil).

Segundo a Marinha, a corveta Barroso não fazia parte de equipes formais de buscas por embarcações de imigrantes. Ela estava viajando do Rio de Janeiro para o Líbano, com o objetivo de substituir a fragata União na missão de paz da ONU, e era o navio mais próximo do barco em risco de afundar.

Às 18h30 (13h30 em Brasília), quando o navio de guerra brasileiro navegava a 270 quilômetros da costa da Sicília, na Itália, recebeu um pedido de ajuda da guarda costeira italiana.

As autoridades locais solicitaram que os militares brasileiros procurassem uma embarcação ilegal que transportava imigrantes em uma região a 241 quilômetros da costa da Grécia.

Segundo informações iniciais, o barco estaria levando cerca de 400 imigrantes tentando chegar à Europa.

Dois navios patrulha italianos participaram da operação. Os imigrantes foram localizados após cerca de uma hora de navegação.

Corveta Barroso (Foto: Marinha do Brasil)

A corveta brasileira recolheu 220 dos imigrantes, entre elas 94 mulheres, 37 crianças e 4 bebês. Segundo a Marinha, parte deles estava bastante debilitada. A transferência dos náufragos para o navio só foi concluída no início da noite desta sexta-feira.

Os imigrantes seriam levados para o porto italiano de Catânia.

A Marinha não informou a origem dos imigrantes nem deu detalhes sobre o estado de sua embarcação.

O Brasil lidera militarmente a Força-Tarefa Marítima da Unifil desde 2011. O comando da operação foi obtido junto à ONU como parte dos esforços do governo petista para aumentar a esfera de influência brasileira no Oriente Médio.

O objetivo da esquadra internacional é evitar a entrada de armas por mar no Líbano. A corveta Barroso leva cerca de 190 militares brasileiros. Ela será o navio capitânia da esquadra.

Por Victor Simão - DA REDAÇÃO BBC BRASIL

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23/08/2015 16:41

Por que o ‘EI’ atrai cada vez mais mulheres?

Kadiza Sultana, 16, Amira Abase, 15, e Shamima Begum, 15 (Foto: Divulgação)As adolescentes Kadiza Sultana, Amira Abase e Shamima Begum, que teriam se juntado ao 'EI'

Funcionários da Casa Branca afirmaram à BBC que, ao contrário dos recentes anúncios, o número de cidadãos da Grã-Bretanha que emigraram para a Síria para viver sob as regras do "Estado Islâmico" ("EI") atingiu seu auge dois anos atrás.

Entretanto, a proporção de mulheres entre aqueles que se juntam ao grupo extremista tem crescido dramaticamente. O que há por trás disso e qual é exatamente a estratégia do "EI" para atraí-las?

O "Estado Islâmico", também conhecido como "Isis", adota duas atitudes diferentes com relação às mulheres.

Por um lado, trata aquelas que considera hereges em condições quase subumanas, como commodities para serem trocadas e dadas como prêmio para combatentes jihadistas.

Imagens chocantes de um mercado de escravas sexuais em Mosul, no Iraque, mostram militantes discutindo os preços a serem pagos por garotas yazidis capturadas no ano passado, muitas delas menores de idade.

Ao menos 2 mil mulheres yazidis ainda estão detidas pelo grupo – apenas algumas delas conseguiram escapar.

"Eles nos colocaram à venda", conta uma das mulheres, que escapou recentemente. "Muitos grupos de combatentes vieram para comprar. Qualquer coisa que nós fizéssemos – chorar, implorar – não fazia a menor diferença."

Por outro lado, o "Estado Islâmico" tem grandes planos para as mulheres muçulmanas que migram para o território controlado pelo grupo para exercer um papel-chave na construção do pretenso califado.

Integrantes do "Estado Islâmico" quer atrair mulheres muçulmanas para tentar criar califado

"Eles querem que mulheres se juntem a eles", afirma Katherine Brown, especialista em estudos islâmicos no King's College, de Londres.

"Eles veem as mulheres como pilares do novo Estado e querem cidadãos."

"É muito interessante que as pessoas falem do 'EI' com um culto à morte, mas isso é o oposto do que eles estão tentando criar. Eles querem criar um novo Estado... e querem muito, como parte de sua política utópica, a vinda de mulheres."

Essa utopia inclui um tratado publicado em árabe em fevereiro estabelecendo um código de conduta que remonta 1,4 mil anos atrás.

O texto é direcionado principalmente a mulheres árabes dos Estados do Golfo e do Oriente Médio e inclui passagens que são incompreensíveis para a maioria dos ocidentais.

"É considerado legítimo para uma garota se casar aos 9 anos de idade. A maioria das garotas puras irão se casar aos 16 ou 17 anos, enquanto ainda são jovens e ativas", afirma o tratado.

Criando raízes

Ex-integrante da al-Qaeda, Aimen Deen tem um profundo conhecimento da mentalidade jihadista. Segundo ele, a abordagem do "EI" para com as mulheres é diferente daquela da al-Qaeda ou do Talibã.

"Ao contrário da al-Qaeda, o 'EI' procura estabelecer uma sociedade permanente, com raízes. Eles estão trazendo famílias de todo o mundo muçulmano, não só da Europa e dos Estados Unidos, mas também da Ásia Central... trazendo famílias para o 'Estado Islâmico'."

Mensagens online de recrutamento são disparadas continuamente, em diferentes idiomas, dizendo a muçulmanos para abandonarem suas seguras, mas conflituosas vidas no Ocidente e se juntarem ao califado.

Os recados são ignorados pela grande maioria, mas há um número crescente de mulheres atendendo a esse chamado.

Refugiadas iraquianas (Foto: Spencer Platt/Getty Images)"EI" trata mulheres que considera "hereges" como subumanas, mas têm planos para muçulmanas

Algumas são como as garotas britânicas de Bethnal Green, no leste de Londres, que quiseram se tornar noivas jihadistas, ou seja, se casar com combatentes que irão dar a elas algum 'status'.

"Há um elemento romântico aqui", continua Aimen Deen, antes de alertar que isso frequentemente acaba em tragédia.

"A expectativa de vida de um jihadista é de um mês ou dois. Então, o que acontecerá é que uma mulher irá se casar com alguém, ele morrerá e, por quatro meses e dez dias, ela ficará em luto", diz.

"Se ela estiver grávida, isso leva ainda mais tempo. E então ela irá se casar com outro, que será mais um mártir. Seguem-se outros quatro meses de luto e ela irá reiniciar esse processo de novo."

"Não é uma vida alegre, e sim extremamente infeliz."

Papel das mídias sociais

Porém, ao contrário do Talibã e da al-Qaeda, o "Estado Islâmico" tem permitido que muitas de suas recrutas ocidentais tenham um proeminente papel nas redes sociais.

Possivelmente a mais conhecida delas seja Aqsa Mahmoud, de 20 anos, uma fugitiva de Glasgow, na Escócia, que se denomina "Umm Laith".

Ela ficou famosa por distribuir conselhos - desde mundanos a filosóficos - para mulheres que pensam em abandonar suas famílias na Grã-Bretanha.

Aqsa Mahmood, que fugiu de Glasgow (Foto: Arquivo pessoal/Aamer Anwar and Co Solicitors)Aqsa Mahmood, que fugiu de Glasgow, na Escócia, em 2013 para se casar com um combatente do "Estado Islâmico" e aconselharia outras mulheres na Internet a fazer o mesmo

A norueguesa Mah-Rukh Ali, pesquisadora da Universidade de Oxford especializada em mulheres e propaganda no "EI", acredita que há uma estratégia deliberada em dar a elas um papel proeminente na Internet.

"O 'Estado Islâmico' usa mulheres mais ativamente do que já vimos ocorrer no Talibã ou na al-Qaeda", diz.

"Há cerca de 100 mil tuítes pró-'EI' todos os dias e muitos deles aparentemente são de mulheres que se juntaram ao 'Estado Islâmico' vindas de sociedades ocidentais."

Pesquisadores afirmam que muitas dessas mulheres que atravessam a fronteira turca para chegar ao território controlado pelo 'EI' acabam frustradas com os papéis que lhe são atribuídos.

Mulheres não casadas são mantidas em uma casa segura, geralmente com outras que falam sua língua, e recebem doutrinação religiosa e aulas de árabe, enquanto um marido é encontrado para elas o mais rápido possível.

Qualquer ideia de participar de batalhas e empunhar uma Kalashnikov no fronte é logo frustrada. Mas algumas se juntam à brigada Khansaa, uma força de vigilância formada apenas por mulheres, que patrulha cidades como Raqqa e Mosul para reforçar as severas regras islâmicas.

"Elas têm sido conhecidas por executar punições severas, como espancar e chicotear alguém por não vestir as roupas certas", afirma Katherine Brown.

Elas também são famosas por colocar armadilhas para animais nos seios de mulheres que foram vistas amamentando em público, segundo a especialista.

Porém, por trás da crueldade e das práticas chocantes que têm dado ao 'EI' essa má fama internacional, há o desconfortável fato de que seu pretenso califado não está desaparecendo.

Questionado sobre se o 'EI' vê as mulheres como essenciais para as chances de sobrevivência do grupo, o ex-jihadista Aimen Deen responde:

"Certamente, não há dúvidas disso. Elas são metade da sociedade e estão desempenhando importantes papéis em várias áreas: a médica, a educacional e até mesmo na coleta de impostos. Então, elas são essenciais para a sobrevivência do 'Estado Islâmico'."

Por Victor Simão - DA REDAÇÃO BBC

 

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04/08/2015 20:59

México descobre túnel de contrabando de drogas na fronteira com EUA


4 agosto 2015 Atualizado pela última vez 14:41 (Brasília) 17:41 GMT

Autoridades mexicanas descobriram um túnel que, quando concluído, seria usado para contrabandear drogas para os Estados Unidos.

Localizada na cidade de Tijuana, na fronteira com os Estados Unidos, a passagem teria sido construída pelo cartel de Sinaloa, um dos mais poderosos do México.

O túnel tem 123 metros de comprimento e seis metros de profundidade, além de trilhos, luz e ventilação.

O cartel de Sinaloa é especializado em construir túneis sofisticados. É o terceiro túnel descoberto em Tijuana somente neste ano.

A descoberta foi feita por meio de uma denúncia anônima. 

Por Victor Simão- da redação BBC BRASIL

 

 

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25/07/2015 20:56

MC Ludmilla inicia aulas de inglês para conhecer Beyoncé

FAMOSIDADES

Fã de Beyoncé, MC Ludimilla pode estar prestes a realizar o sonho de conhecer a diva pop. E, para fazer bonito no possível encontro, a cantora já começou a fazer aulas particulares de inglês.

Apesar de ser contratada da Warner Music, a funkeira fará uma parceria com o filho do cantor Leonardo, Zé Felipe, da Sony Music. Vice-presidente da gravadora do rapaz, Sergio Bittencout viabilizará a reunião das artistas.

"O dia que eu encontrar a Beyoncé vai ser incrível. Vai ficar marcado para sempre na minha vida e no meu coração. É um amor inexplicável que eu sinto por ela", disse Ludmilla ao jornal "Diário de São Paulo".

Por Victor Simão- Redação Famosidades

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13/07/2015 22:13

O pianista que fugiu da Coreia do Norte por tocar uma canção de amor proibida

Quando estudou na Rússia, Kim Chel-woong decorou a balada de Richard Clayderman para tocar para sua namorada. 

Kim Cheol-woong sentou em seu piano em 2001 para praticar uma música que estava planejando tocar quando ele pedisse sua namorada em casamento. Eles se conheciam desde que tinham oito anos; começaram a tocar piano juntos.

Era uma balada, A Comme Amour, de Richard Clayderman. Normalmente, o risco de tocá-la é que talvez não agrade a quem não goste de melodias excessivamente açucaradas. Mas na Coreia do Norte, o perigo de tocar essa música, ainda que seja dentro de sua própria casa, é bem maior.

Alguém ouviu Kim tocando a canção francesa e o denunciou para o Departamento de Segurança.

"Eu não tinha me dado conta de que tocar uma música banida podia ser algo tão perigoso", disse Kim. "Onde você ouviu essa música pela primeira vez? Quem a ensinou?", questionaram agentes do governo, em um interrogatório que durou horas.

O pianista explicou que aprendeu a canção quando estudava na Rússia e que ele havia a decorado, para tocar para sua namorada quando ele voltasse para casa.

Seu talento como pianista foi identificado muito cedo e logo após sua graduação em uma universidade de elite em Pyongyang, ele foi enviado para estudar em um conservatório famoso em Moscou.

Nos cafés da Rússia, ele ouviu jazz pela primeira vez – e ficou encantado.

Desculpas

O governo ordenou que ele enviasse um pedido de desculpas de 10 páginas por tocar o tipo errado de música – o que o deixou chocado.

Ele disse que pelo fato de pertencer a uma família poderosa, foi poupado de punições. Mas conta que a experiência o fez pensar profundamente sobre o tipo de país onde ele vivia.

                  null                                              Muitas canções ocidentais são vetadas pelo regime norte-coreano 

"Em Moscou, muita gente criticava a Coreia do Norte, mas eu me sentia mais patriota do que nunca. Pensava 'não importa o que eles dizem, não vou me preocupar, vou apenas fazer o meu melhor, ser leal e servir meu país com minha música’", disse.

"Mas eu comecei a perceber que teria de sacrificar muitas coisas para viver como um pianista na Coreia do Norte, e eu me senti desiludido. Passei três anos em agonia, tentando decidir se eu deveria ou não fugir do meu país."

No fim, ele decidiu fugir. Apesar de se preocupar com sua família, ele acreditava que eles apoiariam sua decisão.

E então ele deixou um bilhete para a namorada: "Não espere por mim". E partiu sem se despedir.

"Não havia como falar com ninguém sobre minha fuga. Eu tentei atravessar o rio Tumen para chegar à China."

Carregando US$ 2 mil, ele chegou ao rio no meio da noite. "Estava com muito medo e quando comecei a atravessar, um policial me apontou uma arma e disse: 'Mãos para cima'. "

"Então eu ergui minhas mãos e me lembrei do dinheiro. Dei tudo para ele, e ele me ajudou a atravessar até a China."

Fome e frio

Kim chegou em um vilarejo e disse que sabia tocar piano. "Se você toca piano ou não, não importa, você tem de trabalhar". E então ele trabalhou em fazendas e cortando árvores nas montanhas. "Foi uma época terrível. Eu estava exausto, passei fome e frio."

Foi então que ele conheceu uma outra desertora norte-coreana, que lhe contou que uma igreja próxima tinha um piano. Era um piano velho que não tocava direito, mas que fez seu coração bater.

null                           Cheol-woong com outras norte-coreanas que fugiram do país

"Quando eu toquei, fiquei extremamente emocionado e comovido."

Ele então se tornou o pianista da igreja, impressionando os fieis – e fingindo ser um sul-coreano que não havia aprendido a falar chinês fluentemente.

Um ano depois de ter saído de Pyongyang, ele conseguiu um passaporte falso da Coreia do Sul e foi para Seul começar uma vida nova.

Ele se casou, construiu uma família e uma carreira sólida como pianista de concertos, tocando no mundo todo. Ele também criou uma ONG que ajuda a educar crianças que fugiram da Coreia do Norte.

Kim conta que há cerca de 5 mil jovens norte-coreano vivendo na Coreia do Sul e que muitos são marginalizados.

Recentemente, ele também criou sua própria orquestra, que tem o nome temporária de Orquestra Jovem de Arirang.

Arirang é uma antiga canção coreana sobre amor e perda. Segundo ele, é a única música que tanto coreanos do sul como do norte conhecem.

Futuro unificado

"Eu quero ajudar essas crianças por meio da educação musical. Mais importante que isso, eu quero mostrar por meio deles que há um futuro unificado. É por isso que há adolescentes sul-coreanos tocando junto com norte-coreanos na orquestra", conta.

"Quando eu apresentei uns para os outros, algo mágico aconteceu. Primeiro, havia um silêncio estranho entre eles. Mas depois de 10 minutos, eles começaram a tocar juntos e viraram amigos. Por meio da música e do trabalho em grupo, vi essas crianças a ajudarem umas as outras."

O sonho de Kim agora é tocar na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno na Coreia do Sul, em 2018.

"Esses jovens já vivenciaram a unificação, eles se tornaram apenas um. Então, é possível imaginar o futuro de uma Coreia unificada por meio desses jovens. Mais do que isso, essa orquestra pode mostrar uma mensagem de harmonia musical para os adultos que estão lutando uns contra os outros mundo afora."

Ele ainda toca A Comme Amour, de Richard Clayderman. Sua antiga namorada, ele ficou sabendo depois, se casou com um ator.

BBC Brasil

 

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11/07/2015 18:46

No Paraguai, Papa enaltece "as mulheres mais gloriosas da América"

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O Papa Francisco exaltou as mulheres do Paraguai por terem reconstruído a nação a partir dos destroços da guerra no século 19, em missa realizada no lugar mais religiosamente sagrado do país neste sábado.

Milhares de argentinos atravessaram a fronteira para assistirem a seu compatriota, que está encerrando uma passagem "de volta para casa" pela América do Sul na qual ele pediu aos oprimidos que mudassem a ordem econômica mundial, alertou sobre os danos irreversíveis ao planeta e andou entre prisioneiros.

"Eu gostaria especialmente de mencionar vocês, as mulheres, esposas e mães do Paraguai, que a um grande custo e sacrifício foram capazes de levantar um país derrotado e devastado pela guerra", disse o pontífice. "Deus abençoe as mulheres do Paraguai, as mulheres mais gloriosas da América."

Caacupé é famosa por seu santuário que abriga uma estátua da Virgem Maria que, acredita-se, foi esculpida por um índio guarani convertido para o cristianismo no século 16, quando missionários se instalaram na região.

A missa deste sábado, com centenas de milhares de adoradores, contou com um breve atraso pois o papa ficou "dominado pela emoção", de acordo com um bispo.

Reuters Brasil

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05/07/2015 21:27

Juíza reconhece detido como amigo de infância

Foram colegas na escola e jogaram juntos à bola. Agora, em audiência, juíza e suspeito de roubo voltaram a reencontrar-se. 

Um caso muito curioso de como a vida prega peças na gente. Espero que após essa surpresa que teve, esse homem possa mudar de vida e pensar nos erros que cometeu. Adm. Salgueiro Notícias

Arthur Booth, de 49 anos, foi presente a tribunal em Miami, nos Estados Unidos, e o inesperado aconteceu. A juíza Mindy Glazer reconheceu-o como sendo um antigo amigo e colega de escola.

"Tenho uma pergunta a fazer-lhe", começou a juíza por dizer ao detido, antes de lhe perguntar se não tinha andado na escola de Nautilus.

Ele olhou a juíza olhos nos olhos e logo reconheceu a amiga. "Oh meu Deus, oh meu Deus!", exclamou, baixando e escondendo a cara envergonhado.

"Tenho muita pena de o ver aí, sempre questionei o que lhe teria acontecido", afirmou Mindy Glazer. "Este era o miúdo mais simpático da escola. Era o melhor rapaz da escola, eu costumava jogar à bola com ele... e vejam o que aconteceu, tenho muita pena", acrescentou durante a audiência.

Arthur Booth, que foi presente a tribunal na passada terça-feira (30 de junho) suspeito de usar um carro roubado no assalto a uma residência e de resistência à detenção, estava inconsolável e não parava de chorar.

"Espero que consiga mudar as suas atitudes, boa sorte", desejou a juíza, que decretou uma fiança de 44 mil dólares (39 mil euros) para Arthur Booth ser libertado.

"O que é triste é o quanto envelhecemos", ainda referiu Mindy Glazer perante o choro do amigo de infância. "Espero que seja capaz de sair bem desta situação e ter uma vida dentro da lei".

A prima do detido, Melissa Miller, explicou que Booth era um bom aluno e atleta mas as drogas tomaram conta da sua vida e desviaram-no para o mundo do crime, segundo declarações ao "Daily Mail". A família espera que este momento com a antiga amiga seja o "clique" que Booth precisava para mudar de vida.

 

O reencontro inesperado foi noticiado e tem sido partilhado na internet. Há vários registos, um dos quais com mais de 3,5 milhões de visualizações desde sexta-feira (3 de julho). Muitos questionam se este não poderá ser um momento de viragem na vida deste homem. "Acredito que ver a juíza o fez perceber o quanto ele se afastou da pessoa que poderia ter sido", escreveu Brandon Smith, que viu o vídeo no YouTube, citado pelo site australiano News.com.

JORNAL DE NOTÍCIAS

 

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22/06/2015 22:55

Cientistas advertem que a 6ª extinção da terra já começou

planeta Terra já está no caminho para sofrer uma extinção em massa que ameaça a existência da humanidade, declaram pesquisadores. Uma equipe de cientistas americanos afirma que seu estudo mostra “sem qualquer dúvida significativa” que estamos entrando na sexta grande extinção em massa. O estudo diz que as espécies estão desaparecendo a uma taxa 100 vezes mais rápida do que seria normalmente esperado.

Uma perda tão catastrófica como a prevista de espécies animais, representa uma ameaça real para a existência humana, alertam os especialistas. Ecossistemas cruciais, tais como a polinização das culturas por insetos e de purificação de água em zonas úmidas em risco, seriam fatores essenciais para o equilíbrio na Terra.

No ritmo atual de perda de espécies, os seres humanos perderão muitos dos benefícios da biodiversidade no prazo de três gerações, de acordo com Paul Ehrlich, professor de Estudos Populacionais em Biologia e um membro sênior do Instituto Woods para o Meio Ambiente, em Stanford, nos EUA, que liderou a pesquisa. “Estamos serrando o galho no qual estamos sentados”, metaforizou Ehrlich.

O estudo adverte que os seres humanos estão causando um espasmo mundial de perda de biodiversidade, e que a janela para a conservação de espécies ameaçadas está se fechando rapidamente. “O estudo mostra, sem dúvida significativa alguma, que estamos entrando no sexto grande evento de extinção em massa”, afirmou Ehrlich.

O estudo, publicado na revista Science Advances, mostra que, mesmo com estimativas extremamente conservadoras, as espécies estão atualmente desaparecendo de forma assustadora.

Se permitirem que isso continue, a vida levaria milhões de anos para se recuperar, e a nossa própria espécie provavelmente desapareceria logo no início do processo”, disse o autor do estudo, Gerardo Ceballos, da Universidade Autônoma do México.

Os autores temem que 75% das espécies na Terra, hoje, poderiam desaparecer em apenas duas gerações. “Ressaltamos que nossos cálculos, muito provavelmente, subestimam a gravidade da crise de extinção, porque o nosso objetivo era colocar um limite inferior realista sobre o impacto da humanidade sobre a biodiversidade”, escrevem os pesquisadores.

Durante toda a história humana, o consumo per capita e a desigualdade econômica vem alterando ou destruindo habitats naturais. Cerca de 41% de todas as espécies de anfíbios e 26% de todos os mamíferos, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza, que mantém uma lista oficial de espécies ameaçadas e extintas.

Apesar do cenário sombrio, há uma maneira significativa de combate, de acordo com Ehrlich e seus colegas. “Evitar uma verdadeira sexta extinção em massa exigirá esforços muito rápidos, intensificando a conservação das espécies ameaçadas desde já, para aliviar as pressões sobre as suas populações. Principalmente pela perda de habitat, exploração para o ganho econômico e mudanças climáticas”, disseram os autores do estudo.

“Eu estou otimista no sentido de que os seres humanos reajam. No passado, fizemos saltos quânticos quando trabalhamos juntos para resolver nossos problemas”, acrescentou Ceballos.

Os pesquisadores esperam que seu trabalho intensifique os esforços de conservação, a manutenção dos serviços dos ecossistemas e políticas públicas

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24/05/2015 22:15

'Nós amamos a morte tanto quanto vocês amam a vida', diz militante do EI

Assista o vídeo rolando para baixo

Com seu mais recente triunfo, envolvendo não só a captura da cidade histórica de Palmira, mas também de um importante campo de produção de gás natural próximo, o grupo autodenominado "Estado Islâmico" agora controla metade do território sírio.

A violência dos militantes vem surtindo efeito, paralisando de medo seus inimigos.

"Estamos indo atrás de vocês, com homens que amam a morte tanto quanto vocês amam a vida. Vocês nunca estarão seguros enquanto estivermos vivos", diz um integrante do "EI".

Palmira, uma cidade de grande valor histórico, agora está indefesa. Quando possível, o 'Estado Islâmico' destrói qualquer vestígio do passado não islâmico de seus alvos.

O grupo vem avançando numa velocidade extraordinária. Há dois dias, foi a vez de Palmira. Há cinco, militantes tomaram a cidade de Ramadi, próxima a Bagdá, capital do Iraque.

Uma multidão de refugiados deixou Ramadi, em uma tentativa desesperada de escapar da ira do "EI".

Um pequeno grupo de 200 militantes derrotou um contingente dez vezes maior de soldados iraquianos. Os moradores da cidade sentem-se abandonados à própria sorte.

Bagdá, por outro lado, parece estar tranquila. Quase dois terços do exército iraquiano está baseado na cidade ou em seus arredores para protegê-la.

Mesmo diante dos recentes fatos, autoridades no Iraque acreditam que o "EI" pode e será derrotado e que o controle de Ramadi será retomado em algumas semanas.

Mesmo assim, os últimos dias deixaram muitos no país em estado de choque.

BBC BRASIL

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13/05/2015 19:36

Novo terremoto no Nepal deixa mais de 50 mortos e mil feridos

Um novo terremoto atingiu o Nepal na manhã desta terça-feira, apenas duas semanas depois do tremor que matou mais de 8 mil e feriu quase 18 mil pessoas.

O mais recente tremor, de magnitude 7,3, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, teve o epicentro perto da cidade de Namche Bazar, nas cercanias do Monte Everest, a cerca de 85 km da capital nepalesa, Katmandu. Ele teria ocorrido a 19 km de profundidade.

De acordo com as autoridades nepalesas, ao menos 48 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas no país.

O tremor também foi sentido no norte da Índia e no Tibete, onde deixou, no total, outros 18 mortos.

Meia hora mais tarde, um tremor secundário de magnitude 6,3 foi detectado no distrito de Ramechap. Pelo menos outros cinco tremores também foram sentidos na região.

EscombrosO novo tremor foi mais fraco que o de março, mas ainda assim causou destruição

Profundidade

O epicentro foi mais profundo que o do tremor de 25 de abril - tremores mais "rasos" tendem a causar mais danos na superfície.

Mas os tremores voltaram a causar desabamentos e terror na população, ainda traumatizada com a tragédia de duas semanas atrás.

Em Katmandu, milhares de pessoas saíram às ruas, em pânico.

Distritos a leste da cidade parecem ter sido os mais atingidos. A polícia em Charikot, a 80 km da capital, afirmou que 20 pessoas morreram na região.

Um terremoto de 7,3, ainda que mais fraco, tem o potencial para causar estragos significativos em estruturas e provocar deslizamentos de terra e avalanches.

Já o terremoto de 25 de abril teve magnitude 7,8 (liberando uma energia mais de 5 vezes maior que o desta terça-feira), e, segundo a ONU, destruiu mais de 70 mil casas e edifícios.

AFPPacientes de um hospital em Katmandu são evacuados por causa do segundo terremoto

Os esforços de ajuda humanitária para o primeiro terremoto ainda estão em andamento, tanto que o exército nepalês apenas nesta semana conseguiu chegar a algumas das áreas mais remotas no país - o Nepal está localizado em terreno majoritariamente montanhoso.

Na semana passada, a ONU se queixou de ter recebido apenas US$ 22 milhões dos mais de US$ 400 milhões necessários para as operações.

Mais de 2 milhões de pessoas ainda estão desabrigadas.

BBC BRASIL

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